PROCEDIMENTOS QUANTO À AVALIAÇÃO
O disléxico tem dificuldade para ler. Assim sendo, · avaliações que contenham exclusivamente textos, sobretudo textos longos, não devem ser aplicadas a tais alunos;· utilize uma única fonte, simples, em toda a prova (preferencialmente “Arial 11” ou Times New Roman 12), evitando-se misturas de fontes e de tamanhos, sobretudo as manuscritas, as itálicas e as rebuscadas);· dê preferência a avaliações orais, através das quais, em tom de conversa, o aluno tenha a oportunidade de dizer o que sabe sobre o(s) assunto(s) em questão; · não indique livros para leituras paralelas. Quando necessário, proponha outras experiências que possam contribuir para o alcance dos objetivos previstos: assistir a um filme, a um documentário, a uma peça de teatro; visitar um museu, um laboratório, uma instituição, empresa ou assemelhado; recorrer a versões em quadrinhos, em animações, em programas de informática;· ofereça uma folha de prova limpa, sem rasuras, sem riscos ou sinais que possam confundir o leitor;· ao empregar questões falso-verdadeiro:o construa um bom número de afirmações verdadeiras e em seguida reescreva a metade, tornando-as falsas;o evite o uso da negativa e também de expressões absolutas;o construa as afirmações com bastante clareza e, aproximadamente com a mesma extensão;o inclua somente uma idéia em cada afirmação;· ao empregar questões de associações:o trate de um só assunto em cada questão;o redija cuidadosamente os itens para que o aluno não se atrapalhe com os mesmos;· ao empregar questões de lacuna:o use somente um claro, no máximo dois, em cada sentença;o faça com que a lacuna corresponda à palavra ou expressão significativas, que envolvam conceitos e conhecimentos básicos e essenciais - também chamados de “ferramentas”, e não a detalhes secundários;o conserve a terminologia presente no livro adotado ou no registro feito em aula. O disléxico tem dificuldade para entender o que lê; para decodificar o texto; para interpretar a mensagem; tende a ler e a interpretar o que ouve de maneira literal. Assim sendo, · utilize linguagem clara, objetiva, com termos conhecidos;· elabore enunciados com textos curtos, com linguagem objetiva, direta, com palavras precisas e inequívocas (sem ‘duplo’ sentido);· procure deixar as questões ou alternativas com a mesma extensão;· evite formular questões que possuem negativas;· trate de um só assunto em cada questão;· se for indispensável à utilização de um determinado texto, subdivida o original em partes (não mais do que cinco ou seis linhas cada uma);· divida um “grande” texto, do qual decorre uma “grande” questão, em “pequenos” textos acompanhados de suas respectivas questões;· recorra a símbolos, sinais, gráficos, desenhos, modelos, esquemas e assemelhados, que possam fazer referência aos conceitos trabalhados;· não utilize textos científicos ou literários (mormente os poéticos), que sejam densos, carregados de terminologia específica, de simbolismos, de eufemismos, de vocábulos com múltiplas conotações... para que o aluno os interprete exclusivamente a partir da leitura. Nesses casos, recorra à oralidade;· evite estímulos visuais ‘estranhos’ ao tema em questão;· em utilizando figuras, fotos, ícones ou imagens, cuidar para que haja exata correspondência entre o texto escrito e a imagem;· leia a prova em voz alta e, antes de iniciá-la, verifique se os alunos entenderam o que foi perguntado, se compreenderam o que se espera que seja feito (o que e como);· destaque claramente o texto de sua(s) respectiva(s) questão(ões). O disléxico tem dificuldade para reconhecer e orientar-se no espaço visual. Assim sendo, · observe as direções da escrita (da esquerda para a direita e de cima para baixo) em todo o corpo da avaliação. O disléxico tem dificuldade com a memória visual e/ou auditiva (o que lhe dificulta ou lhe impede de automatizar a leitura e a escrita). Assim sendo, · repita o enunciado na(s) página(s) seguinte(s), sempre que se fizer necessário;· não elabore avaliações que privilegiem a memorização de nomes, datas, fórmulas, regras gramaticais, espécies, definições, etc. Quando tais informações forem importantes, forneça-as ao aluno (verbalmente ou por escrito) para que ele possa servir-se delas e empregá-las no seu raciocínio ou na resolução do problema;· privilegie a avaliação de conceitos e de habilidades e não de definições;· permita-lhe que utilize a tabuada, calculadora, gravador, anotações, dicionários e outros registros durante as avaliações;· instruções curtas e simples (e uma de cada vez) evitam confusões;· elabore questões em que o aluno possa demonstrar o que aprendeu completando, destacando, identificando, relacionando ou reconhecendo informações ali contidas. O aluno disléxico ou com outras dificuldades de aprendizagem tende a ser lento (ou muito lento). Assim sendo, · dê-lhe mais tempo para realizar a prova;· possibilite-lhe fazer a prova num outro ambiente da escola (sala de orientação, biblioteca, sala de grupo);· elabore mais avaliações e com menos conteúdo, para que o aluno possa realizá-las num menor tempo. Considere que o disléxico já tem dificuldade para automatizar o código lingüístico da sua própria Língua e isso se acentua em relação à língua estrangeira.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Dicas para estudo!
Você já se deparou com um texto para estudar e percebeu que não sabia por onde começar? Achou chato iniciar a leitura? Você é do tipo que começa a passar a caneta marca-texto na primeira leitura? Se sim, reparou que ao final da leitura seu texto estava todo colorido, mas você continuou sem entender e compreender as idéias dele? Rabisca daqui; rabisca de lá e nada... Ufa!
Recomendo que você reflita sobre as perguntas acima. Fazendo uma leitura assim, você ativa memórias de longa duração, o que evita que você “decore” no lugar de entender. Se quiser ativar essas memórias mais intensamente, responda as perguntas anotando a respostas em forma de palavras-chave em uma ficha de revisão.
Se essa, por hoje, é sua dificuldade, você pode mandá-la para o espaço utilizando a técnica abaixo. Lembre-se que seu cérebro possui toda a capacidade para aprender qualquer coisa. Você pode!
Aumente a compreensão de textos e trabalhos escolares. Leia e exercite... Passe para seus amigos de escola.
Após a segunda leitura (na primeira segure a ansiedade de querer marcar com a caneta; apenas leia), pergunte-se:
- Por que eu estou estudando esse tema?
- De que se trata o texto?
- O que conheço sobre o tema?
- Quais são minhas dúvidas a respeito dele?
- Quem está envolvido na história?
- Onde ela ocorre? (em que lugar?)
- O que é importante saber?
- Quando acontece o fato?
- Como acontece? (qual o processo?)
- Qual a conclusão?
- O que eu penso disso?
Recomendo que você reflita sobre as perguntas acima. Fazendo uma leitura assim, você ativa memórias de longa duração, o que evita que você “decore” no lugar de entender. Se quiser ativar essas memórias mais intensamente, responda as perguntas anotando a respostas em forma de palavras-chave em uma ficha de revisão.
Assinar:
Comentários (Atom)
Dificuldade de Aprendizagem
O termo “dificuldade de aprendizagem” se refere às condições sócio-biológicas que afetam as capacidades de aprendizado de indivíduos em termos de aquisição, construção e desenvolvimento das funções cognitivas e abrange transtornos diferentes, que deverão ser diagnosticados para que haja direcionamento para o atendimento específico.