ESTUDO DE CASO 1
Paciente: M. R. F.
Idade: 15 anos
Diagnóstico: Autismo
O adolescente foi trazido pela mãe com a queixa que não houve progressos na alfabetização na escola regular.
Iniciamos o processo de alfabetização montando todas as letras do alfabeto em argila e pintando-as.
Como o autista é basicamente visual, estimulava-o diariamente a montar palavras denominando objetos de seu interesse.
Posteriormente montei um silabário e iniciamos a cópia das letras em caixa alta de nome de personagens de desenhos animados que ele gostava.
Realizamos também a associação de sílabas diferentes formando palavras como bolo e bobo, vinculando o som falado ao objeto conhecido.
A valorização dos pequenos progressos, a repetição e os elogios é um trio essencial para o desenvolvimento da criança autista.
Após 2 anos M. R. F. lê palavras formadas com sílabas simples, elabora pequenas frases e transcreve palavras com perfeição em letra bastão.
Com a mudança do adolescente para o estado de São Paulo, o trabalho foi interrompido.
ESTUDO DE CASO 2
Paciente: F. H. P. C.
Idade: 13 anos
Diagnóstico: Dislexia
Uma Neurologista me encaminhou F. H. P. C. para que fosse realizada uma intervenção psicopedagógica além de apoio pedagógico, tendo como objetivo a alfabetização, que até então havia sido uma tentativa sem sucesso.
F. H. P. C. estudou em duas escolas estaduais e passou por uma escola de apoio a excepcionais, chegou com a autoestima abalada e pouco cooperativo.
Propus a mudança para uma escola da rede particular com número menor de crianças em sala e a mãe acatou a decisão que foi extremamente positiva.
Desenvolvi o trabalho com F. H. P. C. por três anos, empregando o método fônico.
No ano de 2010 ele se encontra no 5º ano e apresenta-se seguro na realização das atividades propostas. Foi o vencedor de um concurso de desenho em sua escola para a criação de um mascote para a copa do mundo.
Participa de aulas de violão e encontra-se inserido na escola regular superando as expectativas dos profissionais que acompanharam sua trajetória.
ESTUDO DE CASO 3
Paciente: L. V. R.
Idade: 10 anos
Diagnóstico: Hiperatividade
A criança L. V. R. foi encaminhada por uma psicóloga da Apae para que fosse oferecido um atendimento psicopedagógico aliado ao processo de alfabetização.
L. V. R. apresenta dificuldades de se expressar e retardo mental leve.
Desenvolvi a alfabetização baseada no método fônico e trabalhávamos diariamente dinâmicas para que houvesse domínio do corpo, como técnicas de respiração.
Após três anos L. V. R. estava totalmente alfabetizada e foi inserida na escola de ensino regular no 3º ano do Ensino Fundamental em 2010.
ESTUDO DE CASO 4
Paciente: F. D. F.
Idade: 9 anos
Diagnóstico: TDA
A criança estuda em uma escola da rede particular e após inúmeras dificuldades de aprendizagem fui procurada pela mãe.
Após a realização da anamnese orientei a mãe para que fizesse uma avaliação neurológica para que tivéssemos subsídios para realizar as intervenções.
A avaliação foi feita e tivemos a confirmação do TDA.
Desenvolvo com F. D. F. um trabalho baseado na aprendizagem lúdica e após 2 anos é visível os progressos alcançados na socialização, na memória e na aquisição de novos conhecimentos.
Aluno do 3º ano do Ensino Fundamental demonstra interesse nos conteúdos propostos e sente-se vitorioso com suas conquistas.