segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aprendendo sempre...




Palavras complicadas com significados simples



Anamnese – histórico (entrevista) que vai desde os sintomas iniciais até o momento da observação clínica, realizado por um profissional com base nas lembranças do paciente e/ ou familiar.
Afasia – enfraquecimento ou perda quase total do poder de captação, manipulação e por vezes de expressão de palavras como símbolos de pensamentos, em virtude de lesões em alguns centros.
Anóxia – ausência de oxigênio no ar, no sangue arterial ou nos tecidos.
Apatia – estado caracterizado por indiferença, ausência de sentimentos, falta de atividade e de interesse.
ASA – AmericaSociety for Autism (Associação Americana de Autismo).
Atrofia – falta de desenvolvimento de um corpo, órgão, tecido ou membro.
Audiometria – exame da audição realizado por meio de instrumentos.
AVD ou Atividades da Vida Diária – atividades que o indivíduo deve exercer com independência (que fazem parte do seu cotidiano): escovar os dentes, comer, beber, ir ao banheiro, vestir-se, tomar banho.
AVP ou Atividades da Vida Prática – atividades que são realizadas com o indivíduo para desenvolver suas capacidades no que diz a uma rotina básica e prática do seu dia a dia, como de qualquer pessoa: preparar o café, buscar o jornal, usar dinheiro, ir ao supermercado, pegar ônibus, etc.
BERA (Potenciais Evocados Auditivos do Tronco Cerebral) – estudo das ondas cerebrais obtidas em respostas a estímulos sonoros. Permite avaliar a integridade das vias auditivas em toda a sua extensão.
CID-10 – Classificação Internacional de Doenças - 10° revisão.
Cognitivo – relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ ou raciocínio.
Co-morbidade – processo patológico ou doentio concomitante, mas não relacionado; em geral, usado em epidemiologia para indicar a coexistência de dois ou mais processos mórbidos.
Congênito – característico do indivíduo desde ou antes do nascimento, que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo.
Deficiência Mental ou Retardo Mental – funcionamento intelectual geral abaixo da média, que se origina durante o período de desenvolvimento e está associado a comprometimento do comportamento adaptativo.
Doença – alteração biológica do estado de saúde de um ser (homem, animal etc.), manifestada por um conjunto de sintomas perceptíveis ou não; enfermidade, mal, moléstia.
DSM-IV – Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) - 4° edição.
Ecolalia – hábito ou mania de fazer rimar palavras, falando ou escrevendo. Forma de afasia em que o paciente repete mecanicamente palavras ou frases que ouve. Pode ser imediata (quando a repetição se dá em seqüência imediata ao que foi ouvido) ou tardia (quando a repetição ocorre posteriormente).
Eletroencefalograma (EEG) – registro dos potenciais elétricos cerebrais obtido pela aplicação de eletrodos sobre o couro cabeludo do indivíduo (sedado ou não) com o auxílio do aparelho eletroencefalógrafo.
Encefalites – inflamação do encéfalo, de causa sobretudo infecciosa e especialmente viral.
Encefalopatia – qualquer patologia do encéfalo.
Epidemiologia – ramo da medicina que estuda os diferentes fatores que intervêm na difusão e propagação de doenças, sua freqüência, seu modo de distribuição, sua evolução e a colocação dos meios necessários a sua prevenção.
Epilepsia – afecção que se manifesta por crises de perda da consciência, acompanhadas de convulsões, que surgem em intervalos irregulares de tempo.
Espasmos Infantis – contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. Tipo de crise epiléptica que ocorre nas crianças, às vezes confundidos com dores abdominais, sustos, etc.
Espectro – descreve entidades com características múltiplas, particularmente aquelas cujas características mais proeminentes podem ter apresentações variáveis.
Esquizofrenia – termo geral que designa um conjunto de psicoses endógenas cujos sintomas fundamentais apontam a existência de uma dissociação da ação e do pensamento, expressa em uma sintomatologia variada, como delírios persecutórios, alucinações, especialmente auditivas, labilidade afetiva, etc.

Estereotipia – comportamento verbal ou motor repetitivo, produzido de forma quase automática, sem relação com a situação, e de aparência absurda. Normalmente, chamados movimentos estereotipados.

Etiologia – ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. Estudo da causa ou causas de uma determinada doença ou disfunção.
Fenilcetonúria – deficiência em absorver fenilalanina, pode provocar retardo mental.
Fenótipo – conjunto das características aparentes de um indivíduo que decorre da interação de seu genótipo com as condições ambientais. Manifestação visível ou detectável de um genótipo.
Genótipo – composição genética de um indivíduo, mais freqüentemente usado a respeito de um gene ou grupo de genes.
Hiperacusia – acuidade auditiva exacerbada, com audição dolorosa de certos sons (sobretudo os agudos).
Hipertonia – tensão excessiva (diz-se de músculos ou artérias). Hipertonicidade = alto tônus muscular, rigidez.
Hipóxia – níveis de oxigênio diminuídos abaixo do normal nos gases inspirados, sangue arterial ou tecidos, o que pode levar à anóxia.
Hidrocefalia – aumento anormal do fluido cefalorraquidiano dentro da cavidade craniana, acompanhado de expansão dos ventrículos cerebrais, alargamento ósseo, sobretudo da testa, e atrofia encefálica, de que resultam deficiência mental e convulsões.
Hipotonia – redução ou perda do tono muscular, que se manifesta por flacidez.
Hipsarritmia – um eletroencefalograma anormal e caracteristicamente caótico, comumente encontrado em pacientes com espasmos infantis.
Macrocefalia – aumento anormal do perímetro craniano. Condição de quem tem o crânio muito desenvolvido; qualidade de macrocéfalo; megacefalia, megalocefalia.
Microcefalia – redução anormal do perímetro craniano. Pequenez anormal da cabeça, geralmente associada à deficiência mental.
Multidisciplinar – que contém, envolve, distribui-se por várias disciplinas e pesquisas. Termo usado para definir um grupo de profissionais que trabalham em conjunto.
Neuropsicomotor – refere-se ao desenvolvimento do sistema nervoso, sob aspecto psicológico, desenvolvimento e coordenação motora.
Neurotransmissores – diz-se de ou cada uma das moléculas secretadas pelas porções terminais de neurônios e responsável pela transmissão do impulso nervoso; mediador químico, neuromediador.
Paralisia Cerebral (PC) – condição caracterizada por pobre controle muscular, espasmos, paralisia e outras deficiências neurológicas resultantes de dano cerebral que ocorrem durante a gravidez, durante e após o nascimento ou após os cinco anos de idade. Não é uma doença e também não é progressiva.
Patogênese – mecanismo ou processo pelo qual ocorre uma alteração, de acordo com determinada etiologia.
Patologia – a ciência e a especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. Qualquer desvio anatômico e/ ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença.
PDD – Pervasive Developmental Disorder (Transtornos Globais do Desenvolvimento).
Prevalência – o número de casos de uma determinada doença ou condição existente em determinada população em um período específico de tempo.
QI – Quociente de Inteligência.
Ressonância Nuclear Magnética (RNM) – modalidade de diagnóstico por imagem em que se usa a tecnologia de ressonância magnética nuclear, na qual o corpo do paciente é colocado em um campo magnético e seus núcleos atômicos são excitados por impulsos de radiofreqüência. Os sinais resultantes que variam de intensidade são processados através de um computador para produzir uma imagem.
Ressonância Nuclear Magnética de Crânio – exame de imagem baseado na resposta de íons hidrogênio a um pulso de radiofrequência captada por um campo magnético. Permite imagens muito detalhadas do cérebro.
Retardo Mental ou Deficiência Mental – funcionamento intelectual geral abaixo da média, que se origina durante o período de desenvolvimento e está associado a comprometimento do comportamento adaptativo.
Retardo Psicomotor – lentificação generalizada visível dos movimentos e da fala.
Rotina – hábito de fazer algo sempre do mesmo modo, mecanicamente; rotineira, repetição monótona das mesmas coisas, prática constante, velho costume; rotineira. Caminho utilizado normalmente; itinerário habitual; rotineira.
Seqüência – padrão de múltiplas malformações que decorrem de um defeito primário que é usualmente uma única malformação ou um único fator mecânico.
Serotonina – substância (C10H12N2O) encontrada nos tecidos e fluidos dos vertebrados e invertebrados, com propriedades similares às que possuem as drogas alucinógenas; hidroxitriptamina. Atua como neurotransmissor e hormônio.
Síndrome – conjunto de sinais e sintomas com base em sua freqüente co-ocorrência, que pode sugerir uma patogênese básica, curso, padrão familial ou tratamento comuns. Antigamente, recebia o nome do cientista que a descreveu. Conjunto de alterações congênitas que se repetem em um padrão constante e compartilham uma etiologia específica.
Síndrome de West – encefalopatia na lactância que se caracteriza por espasmos, interrupção do desenvolvimento psicomotor e hipsarritmia (= disritmia máxima).
SNC – Sistema Nervoso Central.

TEACCH - Treatment and Education of Autistic and related Communication handicapped CHildren (tratamento educacional para 
crianças autistas e com dificuldade de comunicação).
Teratogênese – formação e desenvolvimento no útero (gestação) de anomalias que levam a malformações; teratogenia.
Teratogênico – que causa teratogenia (diz-se de fator); teratógeno (fator etiológico ambiental).
TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.
TID – Transtornos Invasivos do Desenvolvimento.
TGD – Transtornos Globais do Desenvolvimento.
Tomografia – qualquer exame radiológico que permita visualizar as estruturas anatômicas na forma de cortes. Em sentido restrito, que utiliza raios X e filmes radiográficos. Em sentido amplo, inclui a tomografia por emissão de pósitrons, a tomodensitometria, a tomocintigrafia e a ecotomografia.
Tomografia Computadorizada Craniana (TCC) – exame que consiste em uma análise computadorizada do conteúdo craniano a partir de uma série de radiografias tomográficas em camadas sucessivas que produzem uma imagem tridimensional. Utiliza as propriedades dos raios-X.
Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) – exame funcional do sistema nervoso que permite avaliar as regiões com maior atividade metabólica.
Tomografia por Emissão de Raios Gama (SPECT) – exame funcional do sistema nervoso que revela as áreas de acordo com a sua atividade metabólica.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Olhar especial para os disléxicos

PROCEDIMENTOS QUANTO À AVALIAÇÃO

O disléxico tem dificuldade para ler. Assim sendo, · avaliações que contenham exclusivamente textos, sobretudo textos longos, não devem ser aplicadas a tais alunos;· utilize uma única fonte, simples, em toda a prova (preferencialmente “Arial 11” ou Times New Roman 12), evitando-se misturas de fontes e de tamanhos, sobretudo as manuscritas, as itálicas e as rebuscadas);· dê preferência a avaliações orais, através das quais, em tom de conversa, o aluno tenha a oportunidade de dizer o que sabe sobre o(s) assunto(s) em questão; · não indique livros para leituras paralelas. Quando necessário, proponha outras experiências que possam contribuir para o alcance dos objetivos previstos: assistir a um filme, a um documentário, a uma peça de teatro; visitar um museu, um laboratório, uma instituição, empresa ou assemelhado; recorrer a versões em quadrinhos, em animações, em programas de informática;· ofereça uma folha de prova limpa, sem rasuras, sem riscos ou sinais que possam confundir o leitor;· ao empregar questões falso-verdadeiro:o construa um bom número de afirmações verdadeiras e em seguida reescreva a metade, tornando-as falsas;o evite o uso da negativa e também de expressões absolutas;o construa as afirmações com bastante clareza e, aproximadamente com a mesma extensão;o inclua somente uma idéia em cada afirmação;· ao empregar questões de associações:o trate de um só assunto em cada questão;o redija cuidadosamente os itens para que o aluno não se atrapalhe com os mesmos;· ao empregar questões de lacuna:o use somente um claro, no máximo dois, em cada sentença;o faça com que a lacuna corresponda à palavra ou expressão significativas, que envolvam conceitos e conhecimentos básicos e essenciais - também chamados de “ferramentas”, e não a detalhes secundários;o conserve a terminologia presente no livro adotado ou no registro feito em aula. O disléxico tem dificuldade para entender o que lê; para decodificar o texto; para interpretar a mensagem; tende a ler e a interpretar o que ouve de maneira literal. Assim sendo, · utilize linguagem clara, objetiva, com termos conhecidos;· elabore enunciados com textos curtos, com linguagem objetiva, direta, com palavras precisas e inequívocas (sem ‘duplo’ sentido);· procure deixar as questões ou alternativas com a mesma extensão;· evite formular questões que possuem negativas;· trate de um só assunto em cada questão;· se for indispensável à utilização de um determinado texto, subdivida o original em partes (não mais do que cinco ou seis linhas cada uma);· divida um “grande” texto, do qual decorre uma “grande” questão, em “pequenos” textos acompanhados de suas respectivas questões;· recorra a símbolos, sinais, gráficos, desenhos, modelos, esquemas e assemelhados, que possam fazer referência aos conceitos trabalhados;· não utilize textos científicos ou literários (mormente os poéticos), que sejam densos, carregados de terminologia específica, de simbolismos, de eufemismos, de vocábulos com múltiplas conotações... para que o aluno os interprete exclusivamente a partir da leitura. Nesses casos, recorra à oralidade;· evite estímulos visuais ‘estranhos’ ao tema em questão;· em utilizando figuras, fotos, ícones ou imagens, cuidar para que haja exata correspondência entre o texto escrito e a imagem;· leia a prova em voz alta e, antes de iniciá-la, verifique se os alunos entenderam o que foi perguntado, se compreenderam o que se espera que seja feito (o que e como);· destaque claramente o texto de sua(s) respectiva(s) questão(ões). O disléxico tem dificuldade para reconhecer e orientar-se no espaço visual. Assim sendo, · observe as direções da escrita (da esquerda para a direita e de cima para baixo) em todo o corpo da avaliação. O disléxico tem dificuldade com a memória visual e/ou auditiva (o que lhe dificulta ou lhe impede de automatizar a leitura e a escrita). Assim sendo, · repita o enunciado na(s) página(s) seguinte(s), sempre que se fizer necessário;· não elabore avaliações que privilegiem a memorização de nomes, datas, fórmulas, regras gramaticais, espécies, definições, etc. Quando tais informações forem importantes, forneça-as ao aluno (verbalmente ou por escrito) para que ele possa servir-se delas e empregá-las no seu raciocínio ou na resolução do problema;· privilegie a avaliação de conceitos e de habilidades e não de definições;· permita-lhe que utilize a tabuada, calculadora, gravador, anotações, dicionários e outros registros durante as avaliações;· instruções curtas e simples (e uma de cada vez) evitam confusões;· elabore questões em que o aluno possa demonstrar o que aprendeu completando, destacando, identificando, relacionando ou reconhecendo informações ali contidas. O aluno disléxico ou com outras dificuldades de aprendizagem tende a ser lento (ou muito lento). Assim sendo, · dê-lhe mais tempo para realizar a prova;· possibilite-lhe fazer a prova num outro ambiente da escola (sala de orientação, biblioteca, sala de grupo);· elabore mais avaliações e com menos conteúdo, para que o aluno possa realizá-las num menor tempo. Considere que o disléxico já tem dificuldade para automatizar o código lingüístico da sua própria Língua e isso se acentua em relação à língua estrangeira.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dicas para estudo!

Você já se deparou com um texto para estudar e percebeu que não sabia por onde começar? Achou chato iniciar a leitura? Você é do tipo que começa a passar a caneta marca-texto na primeira leitura? Se sim, reparou que ao final da leitura seu texto estava todo colorido, mas você continuou sem entender e compreender as idéias dele? Rabisca daqui; rabisca de lá e nada... Ufa!
Se essa, por hoje, é sua dificuldade, você pode mandá-la para o espaço utilizando a técnica abaixo. Lembre-se que seu cérebro possui toda a capacidade para aprender qualquer coisa. Você pode!
Aumente a compreensão de textos e trabalhos escolares. Leia e exercite... Passe para seus amigos de escola.
Após a segunda leitura (na primeira segure a ansiedade de querer marcar com a caneta; apenas leia), pergunte-se:
 
  • Por que eu estou estudando esse tema?
  • De que se trata o texto?
  • O que conheço sobre o tema?
  • Quais são minhas dúvidas a respeito dele?
  • Quem está envolvido na história?
  • Onde ela ocorre? (em que lugar?)
  • O que é importante saber?
  • Quando acontece o fato?
  • Como acontece? (qual o processo?)
  • Qual a conclusão?
  • O que eu penso disso?

Recomendo que você reflita sobre as perguntas acima. Fazendo uma leitura assim, você ativa memórias de longa duração, o que evita que você “decore” no lugar de entender. Se quiser ativar essas memórias mais intensamente, responda as perguntas anotando a respostas em forma de palavras-chave em uma ficha de revisão.

Dificuldade de Aprendizagem

O termo “dificuldade de aprendizagem” se refere às condições sócio-biológicas que afetam as capacidades de aprendizado de indivíduos em termos de aquisição, construção e desenvolvimento das funções cognitivas e abrange transtornos diferentes, que deverão ser diagnosticados para que haja direcionamento para o atendimento específico.